
![]()

![]()
- Site de Midis "boemio"
- Site de Midis
"Cantinhodaternura"
- Sire de midis
"Castelodossonhos"
- Site de Midis "didimusicas"
- Site de Midis
"euvcamusicaeotempo"
- Site de Midis
"homemsonhador"
- Site de Midis
"innocence"
- Site de Midis
"letrasazuis"
- Site de Midis
"luamusical"
- Site de Midis
"nossosite"
- Site de
Midis
"osabordasaudade"
- Site de Midis
"quietaragazzo"
- Site de Midis
"umnovoencontromusical"
- Site de Midis "usa.mbmidis"

Templates £å£i



...só para garantir!!!



Código html:
Cristiny On Line


Poema de Domingo
Fernando Pessoa
Para onde vai a minha vida, e quem a leva?
Por que faço eu sempre o que não queria?
Que destino contínuo se passa em mim na treva?
Que parte de mim, que eu desconheço, é que me guia?
O meu destino tem um sentido e tem um jeito,
A minha vida segue uma rota e uma escala
Mas o consciente de mim é o esboço imperfeito
Daquilo que faço e sou: não me iguala
Não me compreendo nem no que, compreeendendo, faço.
Não atinjo o fim ao que faço pensando num fim.
É diferente do que é o prazer ou a dor que abraço.
Passo, mas comigo não passa um eu que há
Além da minha alma, que outra alma há na minha?
Por que me destes o sentimento de um rumo,
Se o rumo que busco não busco, se em mim nada caminha
Senão com um uso não meu dos meus passos, senão
Com um destino escondido de mim nos meus atos?
Para que sou consciente se a consciência é uma ilusão?
Que sou entre quê e os fatos?
Fechai-me os olhos, toldai-me a vista da alma!
Ó ilusões! Se eu nada sei de mim e da vida,
Ao menos eu goze esse nada, sem fé, mas com calma,
Ao menos durma viver, como uma praia esquecida…”
°sonhadora°/ctba


Quando dois corações pulsam no mesmo ritmo,
todo o Universo a sua volta harmoniza-se.
Quando duas almas se encontram e se reconhecem,
o tempo é mera ilusão e todo o sofrimento,
pequeno espinho do caminho…
As alegrias simples transbordam do cálice do amor
e os pequenos gestos de carinho
movimentam turbilhões de sentimentos elevados, que alcançam as esferas sublimes emocionando até os anjos.
Esse encontro pode durar um segundo, um mês ou mil anos,
mas será eterno o seu encanto.
E o bem que faz aos dois, multiplica-se para milhões.
Esse encontro pode se dar por um olhar,
por carta, msn, telefone, pessoalmente e até telepaticamente…
O que importa é que as ações, pensamentos e palavras,
ficarão eternizadas ecoando pelo cosmos,
como ondas de rádio a viajar pelo espaço infinito,
semeando vida e amor.
M. Alcântara
uma linda sexta-feira e um maravilhoso final de semana a todos(as)....
Para vc:
“(...)Ficou um pouco atónito quando declarei no meio da conversa que só havia três coisas sagradas na vida: a infância, o amor e a doença. Mas depois compreendeu. Acabei por lhe demonstrar que tudo se podia atraiçoar no mundo, menos uma criança, o ser que nos ama e um enfermo. Em todos esses casos a pessoa está indefesa"
Miguel Torga, in Diário, Coimbra, 27 de Outubro de 1974

Estou aqui convidar vcs para visitarem meu blog, agora com novo visual...espero todos lá...serão benvindos(as)...
eis o endereço..é só clicar...

![]()
O Noites Sem Fim, logo no início, pela união, participação e inquietação da Equipe, notou a necessidade de expansão. Foi criado então, a Caixinha de Presentes, espaço reservado para pequenos presentes; aceitação total, tornando-se um cantinho cultural com a movimentação de Eventos, Divertimentos, Criações e Brincadeiras.
Queremos agradecer, aos amigos que aqui deixaram as suas marcas com belos posts, aos visitantes, comentaristas, blogueiros de presentes, amigos participantes de outras salas, divulgadores do Noites em outros espaços e a toda turma de apreciadores da boa música, poesia e sonhos, que navegam silenciosos por esse caminho acolhedor.
A todos, nossa gratidão sincera e o convite para que continuem conosco na próxima edição do Noites, na certeza de ser tão bonita e acolhedora, quanto a primeira. Contamos com vocês!

O Nosso Livro
Florbela Espanca

Livro do meu amor, do teu amor,
Livro do nosso amor, do nosso peito…
Abre-lhe as folhas devagar, com jeito,
Como se fossem pétalas de flor.
Olha que eu outro já não sei compor
Mais santamente triste, mais perfeito.
Não esfolhes os lírios com que é feito
Que outros não tenho em meu jardim de dor!
Livro de mais ninguém! Só meu! Só teu!
Num sorriso tu dizes e digo eu:
Versos só nossos mas que lindos sois!
Ah! meu Amor! Mas quanta, quanta gente
Dirá, fechando o livro docemente:
"Versos só nossos, só de nós os dois!…"

(Relembrando o perfil do Noites e folheando o livro com todas as assinaturas)

Por Nick e Liz, pela viagem de descanso merecida da
ÞerÞetµal Night e ºsonhadoraº/ctba, de intensa dedicação
às homenagens e no desejo de que voltem renovadas, com
novas idéias, dando ainda mais brilho ao trabalho que fazem.
![]()
De ÞerÞetµal Night e ºsonhadoraº/ctba
Para *Moren@Flor*
A última blogueira do perfil do Noites a assinar uma página de poesia, música e sonhos. Romântica não só no nick, chegou de mansinho e instalou-se para sempre nos nossos corações.
A última dos nossos 65 blogueiros que publicaram mais de 300 páginas (ainda vou contar quantas foram exatamente) formando assim um lindo caderno de poesias, crônicas, lendas, contos, depoimentos, música, enfim, um caderno em que cada publicação era "a cara" do seu assinante.
Que esses 65 se multipliquem na nossa próxima edição. O Caderno II do Noites Sem Fim será, com certeza, tão belo como o primeiro.
E aqui terminamos as homenagens aos blogueiros que fizeram acontecer nossas Noites Sem Fim, esperando que cada um leve consigo o presente mais caro que temos a dar: Nossa gratidão e amizade.
Obrigada a todos !!!

SONETO DA GRANDE DESPEDIDA!
Vou partir para distante, mas não sei se vou voltar,
Não esqueço um só instante, o quanto pude te amar!
Relembro ainda os momentos, que ao teu lado eu passei,
Bem caída nos meus braços, no amor que não neguei!
Vou partir para distante, mas sentindo a solidão,
Levarei tua lembrança, dentro do meu coração,
Como um botão desabrocha, e se transforma numa flor,
Eu abri meu coração, te dei todo o meu amor!
Estas lágrimas que descem, tecem o teu lindo rosto,
São provas do meu amor, e do quanto por ti sofro,
Se eu pudesse nesta hora, pediria a aurora,
Que o sol que aos montes mora, te trouxesse sem demora,
Para eu partir contigo! E pra não sentir saudade,
Contigo na eternidade, viveria a toda a hora!
[Manoel Lúcio de Medeiros]
Para Maria*
Maria* agradecemos, por sua breve participação,
deixando nas páginas do Noites sua passagem.
Nosso abraço e nossa homenagem.

Caixinha de música
Ana Mafalda Leite
impregno-me em ti como um perfume
como quem veste a pele de odores ou a alma de
cetins
quero que me enlaces ou me enfaixes de muitos
laços
abraços fitas ou fios transparentes
em celofane brilhando uma prenda
uma menina te traz vestida de lumes
incandescendo incandescente
te quer embrulhada em véus de seda e brocado
encantada a serpente a flauta o mago
senhor toca
e quando me toca
o corpo eu abro
caixinha de música
dentro
com bailarina que dança
De ÞerÞetµal Night e ºsonhadoraº/ctba

A menina e a flor
A menina apreciava uma flor
No jardim, nos detalhes descobria
De onde formava o todo que fazia
Causar nos teus olhos tão grande amor.
E a flor admirava a menina, a cor
Nos olhos da menina reluzia
A admiração. A flor via a inocência
Deste olhar tão cheio de resplendor.
O que te causa tanta admiração?
- perguntou a flor. Logo respondeu
A menina: Esta tua perfeição.
Minha beleza encanta os olhos seus
A tua, enche os olhos e o coração
- disse a flor que mais nada esclareceu.
[Frederico Chilio]
Para Eu.
Eu., nos foi apresentado por nossa amiga bandida,
enriqueceu as páginas do Noites deixando
suas pegadas, com publicações como de Fernando Pessoa.
Ficamos lisonjeadas por tê-lo conosco.
Nossa apreço e abraços.

AH, Como Incerta, na Noite em Frente
Fernando Pessoa
AH, COMO INCERTA, na noite em frente,
De uma longínqua tasca vizinha
Uma ária antiga, subitamente,
Me faz saudade do que as não tinha.
A ária é antiga? É-o a guitarra.
Da ária mesma não sei, não sei.
Sinto a dor-sangue, não vejo a garra.
Não choro, e sinto que já chorei.
Qual o passado que me trouxeram?
Nem meu nem de outro, é só passado:
Todas as coisas que já morreram
A mim e a todos, no mundo andado.
É o tempo, o tempo que leva a vida
Que chora e choro na noite triste.
É a mágoa, a queixa mal definida
De quanto existe, só porque existe.

Soneto da última estação
Esta que vem do mar por entre os ventos,
Sacudindo as espumas dos cabelos,
Vem molhada de azul nos pensamentos,
Seu corpo oculta a ilha dos segredos.
Vem e dança ao andar sobre as areias
Úmidas sob os passos e os desejos,
Onde as ancas são ondas em cadeias
Infinitas de luz contra os espelhos.
Nem precisa de flor nem de perfume,
Ela é a própria essência do ciúme,
Feita de mito e se fazendo estrela.
Vem – dança – e passa aos fogos do verão
– Fantasia da última estação.
Explodiu na vertigem da beleza.
Para Jack (Woz)
Jack ficamos agradecidas por sua participação,
iluminando assim as noites e as páginas do Noites.
Nosso abraço e nossa homenagem.

UM HOMEM NUNCA CHORA
José Craveirinha
Acreditava naquela história
do homem que nunca chora.
Eu julgava-me um homem.
Na adolescência
meus filmes de aventuras
punham-me muito longe de ser cobarde
na arrogante criancice do herói de ferro.
Agora tremo.
E agora choro.
Como um homem treme.
Como chora um homem!


Dous horizonte fecham nossa vida:
Um horizonte, — a saudade
Do que não há de voltar;
Outro horizonte, — a esperança
Dos tempos que hão de chegar;
No presente, — sempre escuro, —
Vive a alma ambiciosa
Na ilusão voluptuosa
Do passado e do futuro.
Os doces brincos da infância
Sob as asas maternais,
O vôo das andorinhas,
A onda viva e os rosais.
O gozo do amor, sonhado
Num olhar profundo e ardente,
Tal é na hora presente
O horizonte do passado.
Ou ambição de grandeza
Que no espírito calou,
Desejo de amor sincero
Que o coração não gozou;
Ou um viver calmo e puro
À alma convalescente,
Tal é na hora presente
O horizonte do futuro.
No breve correr dos dias
Sob o azul do céu, — tais são
Limites no mar da vida:
Saudade ou aspiração;
Ao nosso espírito ardente,
Na avidez do bem sonhado,
Nunca o presente é passado,
Nunca o futuro é presente.
Que cismas, homem? — Perdido
No mar das recordações,
Escuto um eco sentido
Das passadas ilusões.
Que buscas, homem? — Procuro,
Através da imensidade,
Ler a doce realidade
Das ilusões do futuro.
Dous horizontes fecham nossa vida.
De ÞerÞetµal Night e ºsonhadoraº/ctba
Para Homem...2007
Discreto e pontual, amante da bela poesia, o nosso blogueiro acima nos prestigiou com publicações lindas nas nossas Noites Sem Fim.
A ele nossos agradecimentos e homenagem.

REFLEXÕES
Homem! um dia para mim partiste,
colhendo-me no horror da plenitude
de uma penúria em que eu medrava, triste,
qual flor de neve em meio a erma palude.
Desde então, com prazer, sempre, seguiste
os desfolhos da minha juventude;
e o tempo faz que para mim se enriste
melhor teu trato cada vez mais rude.
Se fiel a ti o corpo meu persiste,
a alma idealiza o amor, sonha-o, se ilude...
guardes-me, embora, de perfídia em riste!
À pertinácia do teu trato rude,
o amor se fez minha virtude triste
e meu pecado cheio de virtude!
[Gilka Machado]

De ÞerÞetµal Night e ºsonhadoraº/ctba
Para Virgílio.
O Mestre Virgílio veio de longe (sala 50) pelas mãos da nossa querida *Dixie*, que também veio de lá.
Os dois atraídos pela poesia, música e sonhos das nossas Noites Sem Fim, foram acolhidos com alegria e a eles reverenciado o mérito.
Blogueiros próprios, desde o primeiro instante assinaram suas publicações de altíssimo encanto, sendo Virgílio o autor de uma das mais lindas crônicas do noites: "Confidencial".
A Virgílio nossos cumprimentos e admiração. Carinho.

SONHO DE POETA
Cantas tua musa e tuas verdades.
Tu és alegre, tu és sensível.
Queres para o Mundo: felicidades.
Poeta torne seu sonho possível.
Desejas para todos: liberdades.
Tu possuis idealismo invencível.
Sonhador... Artesão das sensibilidades...
poeta criatura indestrutível.
Defendas os valores cotidianos.
Que tua vontade dure por anos.
Canta o choro do coração fendido.
vítima flechada pelo Cupido.
Cantas para o Amor que não frutificou
da triste alma que o destino separou.
[Juro que tentei mas não consegui identificar o autor deste]
"Que ninguém doma um coração de poeta!"
[Augusto dos Anjos]

A FLOR DO MARACUJÁ
Catulo da Paixão Cearense
Encontrando-me com um sertanejo
Perto de um pé de maracujá
Eu lhe perguntei:
Diga-me caro sertanejo
Porque razão nasce roxa
A flor do maracujá?
Ah, pois então eu lhi conto
A estória que ouvi contá
A razão pro que nasci roxa
A flor do maracujá
Maracujá já foi branco
Eu posso inté lhe ajurá
Mais branco qui caridadi
Mais brando do que o luá
Quando a flor brotava nele
Lá pros cunfim do sertão
Maracujá parecia
Um ninho de argodão
Mais um dia, há muito tempo
Num meis que inté num mi alembro
Si foi maio, si foi junho
Si foi janero ou dezembro
Nosso sinhô Jesus Cristo
Foi condenado a morrer
Numa cruis crucificado
Longe daqui como o quê
Pregaro cristo a martelo
E ao vê tamanha crueza
A natureza inteirinha
Pois-se a chorá di tristeza
Chorava us campu
As foia, as ribera
Sabiá também chorava
Nos gaio a laranjera
E havia junto da cruis
Um pé de maracujá
Carregadinho de flor
Aos pé de nosso sinhô
I o sangue de Jesus Cristo
Sangui pisado de dô
Nus pé du maracujá
Tingia todas as flor
Eis aqui seu moço
A estoria que eu vi contá
A razão proque nasce roxa
A flor do maracujá.
De ÞerÞetµal Night e ºsonhadoraº/ctba
Para Avessa a hortelã
Poesia suave com cheiro de Myxyryka e aversa a hortelã... essa é a Kássia, que assina páginas nas Noites Sem Fim, nos presenteando com lindas publicações. Tb veio de outras paragens para interagir na poesia e na música conosco.
A vc Avessa a Hortelã, nossos agradecimentos por fazer parte do Noites.

RISO E LAMA
O desengano, lúgubre carrasco,
Ao meu peito levou trauma profundo;
E, mágoas carregando, eu me acorcundo
Como que sob o peso de um penhasco...
Pois meu destino tenebroso é um frasco,
Onde maligno espírito iracundo
Pôs todos os venenos deste mundo,
Para eu sorver cheio de horror e de asco.
Fui, no entanto, feliz, quando a quimera,
Em forma de mulher me disse que era
Aquela a quem meu íntimo reclama.
E eu me deixei perder, porque não via
Em cada riso a mesma hipocrisia,
Em cada coração a mesma lama...
[Venturelli Sobrinho]
SER MULHER
Gilka Machado
Ser mulher, vir à luz trazendo a alma talhada Ser mulher, desejar outra alma pura e alada Ser mulher, calcular todo o infinito curto Ser mulher, e oh! atroz, tantálica tristeza!
para os gozos da vida, a liberdade e o amor,
tentar da glória a etérea e altívola escalada,
na eterna aspiração de um sonho superior...
para poder, com ela, o infinito transpor,
sentir a vida triste, insípida, isolada,
buscar um companheiro e encontrar um Senhor...
para a larga expansão do desejado surto,
no ascenso espiritual aos perfeitos ideais...
ficar na vida qual uma águia inerte, presa
nos pesados grilhões dos preceitos sociais!
De ÞerÞetµal Night e ºsonhadoraº/ctba
Para DIAMANTE
Entre tantas pedras preciosas que compôs o colar que ornamenta nossas Noites Sem Fim, Diamante brilha dando mais encanto e poesia ao nosso blog. O garimpo se estendeu além da sala 5 através de amigos comuns da poesia.
Nesse espaço, que tantas pedras preciosas colheu, abrindo portas para além de imagináveis fronteiras, homenageamos o DIAMANTE que veio da sala 40 e hoje é nosso fiel blogueiro.

O tempo acaba o ano, o mês e a hora
O tempo acaba o ano, o mês e a hora,
A força, a arte, a manha, a fortaleza;
O tempo acaba a fama e a riqueza,
O tempo o mesmo tempo de si chora.
O tempo busca e acaba onde mora
Qualquer ingratidão, qualquer dureza;
Mas não pode acabar minha tristeza,
Enquanto não quiserdes vós, Senhora.
O tempo o claro dia torna escuro,
E o mais ledo prazer em choro triste;
O tempo, a tempestade em grã bonança.
Mas de abrandar o tempo estou seguro
O peito de diamante, onde consiste
A pena e o prazer desta esperança.
[Luís Vaz de Camões]

De ÞerÞetµal Night e ºsonhadoraº/ctba
Para MENDIGA
MENDIGA é mais uma das nossas pérolas catada no mais fundo verde mar. Chegou de mansinho e instalou-se no Noites assinando páginas de pura poesia. Tão logo teve oportunidade, lá estava na "escolinha" com a nossa primeira "aluna" Sandra Vls que se tornou Mestra, aprendendo com dedicação e entusiamo.
E hoje MENDIGA é mais uma das nossas blogueiras próprias que criou seu próprio espaço. O Noites tem orgulho de sua pérola.
Nossos abraços... nossa admiração e amizade.

A Minha Dor
A minha Dor é um convento ideal
Cheio de claustros, sombras, arcarias,
Aonde a pedra em convulsões sombrias
Tem linhas dum requinte escultural.
Os sinos têm dobres de agonias
Ao gemer, comovidos, o seu mal...
E todos têm sons de funeral
Ao bater horas, no correr dos dias...
A minha Dor é um convento. Há lírios
Dum roxo macerado de martírios,
Tão belos como nunca os viu alguém!
Nesse triste convento aonde eu moro,
Noites e dias rezo e grito e choro,
E ninguém ouve... ninguém vê... ninguém...
{Florbela Espanca}
De "tia sonha" e "tia perpe"
Para «Þrïncïpë Þöëtä»
Nosso principe poeta é um presente de nossa amiga bandida,
ele veio abrilhantar mais ainda as nossas noites com seus
lindos poemas e sensibiladade impar.
Principezinho nosso carinho e beijos.

PODE SER
Albert Einstein
Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade.
Faremos as pazes de novo.
Pose ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um do outro há de se lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade.
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas se ainda sobrar amizade.
Nasceremos de novo um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente.
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
De ÞerÞetµal Night e ºsonhadoraº/ctba
Para FE(M)
A alegria e o bom humor sempre acompanharam nossa blogueira FE(M) que enfeitou as Noites Sem Fim com sua assinatura, fincando forte sua marca no perfil do blog. Nosso carinho, admiração e amizade... entremeados de saudades.

SER MULHER
Ser mulher não é ter nas formas de escultura,
No traço do perfil, no corpo fascinante,
A beleza que um dia o tempo transfigura
E um olhar deslumbrado atrai a cada instante...
Ser mulher não é só ter a graça empolgante,
O feitiço absorvente, a lascívia e a ternura;
Ser mulher não é ter na carne provocante
A volúpia infernal que arrasta e desfigura...
Ser mulher é ter na alma essa imortal beleza
De quem sabe pensar com toda a sutileza
E no próprio ideal rara virtude alcança...
É ter, simples e pura, os sentimentos francos,
E ainda no fulgor dos seus cabelos brancos,
Sonhar como mulher, sentir como criança!

De ÞerÞetµal Night e ºsonhadoraº/ctba
Para Simone®
Figura silenciosa e serena, nossa blogueira Simone® deixou rastro luminoso nas nossas Noites Sem Fim.
Nosso agradecimentos e nosso carinho.

Soneto à luz de velas
Velas iluminavam o ambiente
E nossos olhos brilhavam
Diante nossos corpos nus e incandescentes
Impressão que as chamas davam
Começamos um jogo de exploração
Mãos percorrendo dorso
Causando inebriante sensação
Trazendo à mente um novo universo
Olhos ardendo em desejo
Bocas entre-abertas...
Meu corpo em seus braços